sexta-feira, 7 de junho de 2013

PREFEITO DO PT FERNANDO HADDADE ENFRENTO ONDAS DE PROTESTOS EM SÃO PAULO.

Parte dos manifestantes detidos após 

protesto contra tarifas é liberada

Manifestação deixou rastro de destruição e sujeira na Avenida Paulista. 
Grupo promete fazer novo protesto nesta sexta-feira (7) em Pinheiros.

Do G1 São Paulo

Das 15 pessoas presas após um protesto contra o aumento nas tarifas do transporte público, na noite de quinta-feira (6), 13 foram liberadas e duas permaneciam detidas no início da manhã desta sexta-feira (7), como informou o Bom Dia São Paulo. O Movimento Passe Livre, que organizou a manifestação, convocou para o fim da tarde desta sexta um novo ato, com concentração no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste.

Os protestos deixaram um rastro de destruição e sujeira na Avenida Paulista. O vandalismo atingiu as estações Brigadeiro, Trianon e Vergueiro do Metrô, além do Shopping Paulista, bases móveis da PM, bares e bancas de jornais da região. O Metrô ainda não calculou os prejuízos, mas informou que destinará a conta aos manifestantes.

O ato interditou, entre outras vias, o Corredor Norte-Sul e a Avenida Paulista. Para liberar as pistas, a PM usou bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogênio.
Durante toda a madrugada, a movimentação foi intensa no 78º Distrito Policial, nos Jardins. Amigos, familiares e advogados se mobilizaram para liberar os detidos. Nove deles foram apenas ouvidos e liberados em seguida. Entre eles, estava o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres.
Quatro detidos saíram após pagar fiança, em valores que variam de um salário mínimo até R$ 3 mil. A fiança mais alta foi cobrada de manifestantes que participaram da depredação do Metrô, segundo a polícia. Um quinto ainda não havia deixado a delegacia até esta manhã, porque não tem dinheiro para a fiança.
Cabine da PM foi depredada durante protesto em São Paulo (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Cabine da PM foi depredada durante protesto
em São Paulo (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
O caso mais grave é a de um detido em flagrante enquanto incendiava objetos durante a manifestação. O delito é inafiançável e, por isso, ele ficará à disposição da Justiça.
Altino foi detido em frente ao Shopping Paulista, um dos pontos onde houve tumultos. Ele disse ao G1, na noite desta quinta-feira, que ele e mais quatro ativistas da categoria participavam pacificamente da manifestação.

“A polícia perdeu o controle de si mesma. Fui perguntar para um policial se as pessoas poderiam sair do shopping e fui detido. Isso é um absurdo. Em nenhum momento houve, por nossa parte, do sindicato, alguma atitude que tenha depredado o sistema. Temos o interesse de defender o patrimônio público”, disse o presidente do sindicato.
O centro comercial em frente ao qual o sindicalista foi detido esteve entre os pontos mais prejudicados pelas depredações. Até mesmo um carro que estava exposto no local para uma promoção do Dia dos Namorados foi atingido.
O tenente-coronel da PM Ben-Hur Junqueira Neto disse que “a polícia já entrou em contato com os seguranças para pegar as imagens das câmeras de monitoramento para fazer a identificação, boletim de ocorrência e eventualmente imputar a responsabilidade  a quem depredou o patrimônio” do shopping.
Funcionária limpa entrada de estação após depredação (Foto: Guilherme Tossetto/G1)Funcionária limpa entrada de estação após
depredação (Foto: Guilherme Tossetto/G1)
O coronel da PM Reynaldo Rossi, comandante do Policiamento da região Central, diz que os primeiros distúrbios foram registrados com pichações na Rua São Bento. "Essas pessoas estavam a fim de fazer baderna", disse.
Segundo Rossi, 323 policiais militares participaram da operação e, em seu momento de pico, a manifestação reuniu 2 mil manifestantes.
O protesto
O ato foi organizado por estudantes reunidos no Movimento Passe Livre (MPL), que critica o aumento das passagens de trem, ônibus e metrô na cidade de São Paulo para R$ 3,20. O MPL defende ainda qualidade e pede tarifa zero. Segundo o grupo, “todo aumento de tarifa é injusto e aumenta a exclusão social.”

Os organizadores afirmam que quase 20 mil pessoas confirmaram presença no evento via Facebook. Eles estimam que cerca de 5 mil tenham de fato comparecido, enquanto a PM afirma que 2 mil participaram. Ao G1, representantes do MPL disseram que não são responsáveis por atos de vandalismos cometidos durante o protesto: bancas de jornais, orelhões, estrutura externa da Estação Brigadeiro do Metrô e ambientes do Shopping Paulista foram alvos de depredações.
Sequência de tumultos
O ato contra as tarifas começou às 18h em frente ao Theatro Municipal. De lá, os manifestantes passaram em frente à Prefeitura de São Paulo e seguiram caminhada pelo Centro.
Manifestantes colocam fogo em cone durante protesto no centro de São Paulo (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)Manifestantes colocam fogo em cone durante
protesto no centro de São Paulo (Foto: Daniel
Teixeira/Estadão Conteúdo)
O primeiro tumulto envolvendo a PM ocorreu após manifestantes colocarem fogo em cones da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira.
Policiais militares usaram balas de borracha, gás de pimenta e bombas de efeito moral para dispersar o grupo no Centro. Após o primeiro confronto, manifestantes voltaram a atear fogo em objetos e fizeram uma nova barricada também no acesso à Avenida Nove de Julho.
Por volta das 19h20, uma equipe do Corpo de Bombeiros apagou o fogo colocado nos objetos sobre a pista do Corredor Norte-Sul. Enquanto isso, parte do grupo de manifestantes seguia em caminhada pela Avenida de Julho em direção à Avenida Paulista.
Ao chegar à Avenida Paulista, o grupo interditou os dois sentidos da via na altura do Masp. Em seguida, caminhou rumo ao Paraíso, quando foi impedido por policiais. A PM usou novamente balas de borracha e bombas de efeito moral para liberar a pista. Na fuga, parte do grupo depredou bancas de jornais e estruturas de acesso para a estação Brigadeiro do Metrô.
Manifestantes também destruíram um vaso e jogaram uma espécie de pedestal contra o para-brisa de um carro que estava exposto no Shopping Paulista. O centro comercial também foi pichado.
Carro em exibição no Shopping Paulista teve o vidro quebrado (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Carro em exibição no Shopping Paulista teve o
vidro quebrado (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Grupo critica PM
Em nota, os manifestantes criticaram a ação da PM. "Existem aproximadamente 30 feridos por balas de borracha e estilhaços de bombas de gás lacrimogênio. Muitos deles muito machucados no rosto", afirmou o movimento em nota.
Em entrevista ao G1, um dos organizadores reafirmou que o MPL não tem responsabilidade por atos individuais de pessoas que aderiram ao protesto e acabaram praticando atos de vandalismo.
Metrô estuda processos
Em nota, o Metrô lamentou os transtornos causados pelo protesto e disse que pretende processar os responsáveis pelos danos. Segundo o Metrô, as estações Brigadeiro e Trianon-Masp, da Linha 2,  e a estação Vergueiro, da Linha 1, foram alvo de vandalismo. Na Vergueiro, um segurança do Metrô ferido.

"O Departamento Jurídico da Companhia vai estudar formas de responsabilizar os autores desses atos que causaram danos patrimoniais e colocaram em risco os usuários do sistema, garantindo que os contribuintes não tenham que arcar com o custo desse lamentável episódio de vandalismo", informou a nota. No texto, o Metrô ressaltou que o reajuste da tarifa, de 6,7%, foi inferior à inflação do período.
Reajuste
As tarifas dos ônibus, do metrô e dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) subiram de R$ 3 para R$ 3,20 no último domingo (2) em São Paulo. O aumento, anunciado em 22 de maio pela Prefeitura e o governo do estado, foi de 6,7%.
O aumento no transporte público, que normalmente ocorre no começo do ano, foi adiado após acordo do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do governador, Geraldo Alckmin, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para ajudar a conter a alta da inflação.
A desoneração das alíquotas de PIS/Cofins para as empresas de transporte coletivo contribuíram para frear o aumento de tarifas. A medida havia sido anunciada no fim de maio pelo Ministério da Fazenda como uma forma de evitar reajustes maiores.
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Grupo colocou fogo em objetos e bloqueou via no Centro (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)Grupo colocou fogo em objetos e bloqueou via no Centro (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)
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9 de Julho fechada (Foto: G1)Avenida 9 de Julho fechada (Foto: G1)

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Ato contra aumento dos transportes reúne manifestantes no Centro de São Paulo. (Foto: Gabriela Biló/Futura press/Estadão Conteúdo)Ato contra aumento dos transportes reúne manifestantes no Centro de São Paulo. (Foto: Gabriela Biló/Futura press/Estadão Conteúdo)

Manifestantes picham ônibus que estava no caminho da manifestação (Foto: Julia Basso Viana/G1)Manifestantes picham ônibus que estava no caminho da manifestação (Foto: Julia Basso Viana/G1)
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Ato contra aumento dos transportes reúne manifestantes no Centro de São Paulo (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)Ato contra aumento dos transportes reúne manifestantes no Centro de São Paulo (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)



















































































































Manifestantes depredam estação de 


Metrô, banca e shopping na Paulista

Confronto com a PM deixou rastro de destruição e vandalismo.
Protesto foi contra aumento na tarifa de ônibus de R$ 3 para R$ 3,20.

Ana Carolina MorenoDo G1 São Paulo

Orelhão queima na Avenida Paulista, bloqueando a via no sentido Consolação nesta quinta-feira (6). Manifestantes e PM entraram em cofronto em protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na capital paulista. (Foto: Guilherme Tosetto/G1)Orelhão queima na Avenida Paulista, bloqueando a via no sentido Consolação nesta quinta-feira (6). Manifestantes e PM entraram em cofronto em protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na capital paulista. (Foto: Guilherme Tosetto/G1)
Os protestos realizados nesta quinta-feira (6) contra o aumento das tarifas do transporte público deixaram um rastro de destruição e sujeira na Avenida Paulista. O vandalismo atingiu a estação Brigadeiro do Metrô,o Shopping Paulista, bases móveis da PM, bares e bancas de jornais da região.
O tumulto na Avenida Paulista começou quando manifestantes caminhavam no sentido Paraíso. O grupo, que já tinha entrado em confronto com a Polícia Militar no Centro, foi novamente abordado por cerca de 30 a 40 policais militares que seguiam a passeata de longe, atirando bombas de gás lacrimogêneo.
Algumas dezenas de manifestantes montaram barreiras na pista usando sacos de lixo e cadeiras dos bares da Paulista. Outros jogavam líquidos inflamáveis no lixo e ateavam fogo.

Vidros da estação Brigadeiro do Metrô ficaram estilhaçados após a passagem de manifestantes e da polícia. Além de arremessar objetos contra os vidros, o grupo também fez pichações escrevendo o novo valor da passagem de ônibus e Metrô.
Duas bases móveis da Polícia Militar também foram derrubadas. Uma delas foi incendiada e a outra foi colocada no meio da avenida próximo ao Hospital Santa Catarina.
Após deixar marcas de violência pela avenida, a manifestação chegou até a Praça Oswaldo Cruz por volta das 20h15, enquanto a PM caminhava em bloco e a passos firmes pelas barricadas. Temendo um confronto que parecia inevitável, pedestres se refugiavam dentro da bares ou nas estações de Metrô.

A cerca de 50 metros da Praça Oswaldo Cruz, policiais começaram a lançar bombas de efeito moral para dispersar a multidão, enquanto viaturas tentavam fechar a passagem do sentido Paraíso. Boa parte da manifestação acabou descendo a Rua Treze de Maio, mas cerca de cem pessoas se refugiaram dentro do Shopping Paulista, que teve uma coluna pixada, vasos tombados e um carro em exposição parcialmente destruído.
Funcionária limpa entradade estação do Metrô na Avenida Paulista (Foto: Guilherme Tosseto/G1)Funcionária limpa entradade estação do Metrô na
Avenida Paulista (Foto: Guilherme Tosseto/G1)
Shopping Paulista
As portas do shopping foram fechadas para evitar que as pessoas saíssem e se ferissem com o gás lacrimogêneo atirado pela polícia. Porém, quem estava perto da entrada do estabelecimento foi afetado pela fumaça. Uma funcionária do quiosque de café foi levada em cadeira de rodas por um bombeiro até o centro médico do shopping.
O funcionamento do Shopping Paulista foi prejudicado: além de ser alvo de depredações e pichações, a Polícia Militar impediu que clientes deixassem o centro comercial por causa da suspeita de que manifestantes tivessem se refugiado no local.
Até as 21h30, o fluxo de pessoas ficava a cargo da Polícia Militar, que decidia quem poderia sair ou entrar. Houve protestos de clientes que queriam sair do estabelecimento, temendo outro confronto.
Depois de dispersar o protesto na Rua Treze de Maio, a PM cogitava uma operação para retirar os manifestantes de dentro do shopping. No horário ela contava com cerca de 40 policiais, dez viaturas, dez motocicletas, além da Tropa de Choque, que chegou em dois microônibus e duas viaturas.
Enquanto isso, funcionários e clientes esperavam do lado de dentro, sem poder sair. Um homem tentou por vários minutos entrar no Shopping Paulista, afirmando que iria buscar sua filha e suas duas netas, menores de idade, mas foi impedido pela segurança. A entrada do homem só foi permitida após a autorização de um comandante da Polícia Militar.
Manifestantes carregam faixas durante protesto na Av. Paulista. (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Manifestantes carregam faixas durante protesto na
Av. Paulista. (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Organização
O ato foi organizado originalmente pelo Movimento Passe Livre (MPL), que critica o aumento das passagens de trem, ônibus e metrô na cidade de São Paulox para R$ 3,20. O MPL defende ainda qualidade e pede tarifa zero. Segundo o grupo, “todo aumento de tarifa é injusto e aumenta a exclusão social.”
Entretanto, um dos representantes da organização ouvido pelo G1 disse que o MPL não é responsável pelos atos de vandalismo.
O protesto começou às 18h em frente ao Theatro Municipal. De lá, os manifestantes passaram em frente à Prefeitura de São Paulo e seguiram caminhada pelo Centro. O primeiro tumulto envolvendo a PM ocorreu após manifestantes colocarem fogo em cones da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira.
Do Centro, parte do grupo subiu a Avenida 9 de Julho em direção a Avenida Paulista. Por volta das 20h, eles ocuparam todas as faixas da Paulista. Cerca de uma hora depois, novamente a via foi interditada e outra vez a PM interviu com bombas e balas de borracha para liberar a pista.
Carro em exposição em shopping da Avenida Paulista é alvo de depredação durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus e metrô em São Paulo. (Foto: Carol Moreno/G1)Carro em exposição em shopping da Avenida Paulista é alvo de depredação durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus e metrô em São Paulo. (Foto: Carol Moreno/G1)
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação contra o preço da passagem (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Cerca de mil pessoas participaram da manifestação contra o preço da passagem
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Manifestantes colocam fogo em lixo em uma das pistas da Av. Paulista (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Manifestantes colocam fogo em lixo em uma das pistas da Av. Paulista (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
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Cabine da PM foi depredada durante protesto em São Paulo (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Cabine da PM foi depredada durante protesto em São Paulo (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)


















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