Comandado por um brasileiro, o Istituto per Opere di Religione é uma das instituições financeiras mais misteriosas do mundo

Bento XVI: normas para dar mais transparência ao Banco do Vaticano
São Paulo – O papa que sucederá Bento XVI, que deixará o cargo de sumo sacerdote da Igreja Católica em 28 de fevereiro, não se dedicará apenas a questões de fé e religião. Sob seu comando, estará também o Istituto per Opere di Religione (IOR), mais conhecido como o Banco do Vaticano – uma das instituições mais misteriosas do mundo.
O banco foi fundado pelo Papa Pio XII, em 27 de junho de 1942, para administrar alguns ativos da Igreja Católica em meio à Segunda Guerra Mundial. A instituição não é subordinada à Santa Sé, isto é, ao corpo de sacerdotes que dirigem o Vaticano. No Anuário da Igreja, o Banco do Vaticano é listado como uma instituição de caridade, junto com algumas fundações. Por isso, não estaria sob o seu comando os bens da Igreja.
O Banco do Vaticano é comandado por um presidente e por um diretor geral que se reportam diretamente ao Papa. Em caso de vacância do cargo, como o que pode ocorrer em caso de morte ou renúncia do pontífice, eles respondem apenas ao carmelengo.
Ao longo do tempo, o banco chamou a atenção mundial por estar no centro de algumas transações polêmicas. A mais conhecida veio à tona em 1982, quando o Banco Ambrosiano faliu, em meio a um rombo de 4,7 bilhões de dólares. O Banco do Vaticano era um de seus principais acionistas.
História de cinema
O então diretor geral do Banco do Vaticano, arcebispo Paul Marcinkus, foi apontado pelas autoridades italianas como passível de ser levado a uma corte para julgamento por supostas fraudes. O sacerdote, contudo, nunca chegou a se apresentar a um tribunal, pois o Vaticano alegou que ele tinha imunidade diplomática e não poderia ser preso.
Na época, o episódio teve tanta repercussão na mídia, que inspirou parte da trama do terceiro filme da franquia O Poderoso Chefão.


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