CC - ALERTA
BRASIL Organização que tem como objetivo, educar, prevenir, fiscalizar e
informar. Atualmente a corrupção no país é endêmica, e somente as ações da
sociedade para combater esse mal.
SEXTA-FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 2013
Rede de Escandalos no Governo Dilma,Lula, FH
e outros
2012
Operação
Porto Seguro Novembro de
2012
Escândalo

Deflagrada em
23 de novembro de 2012, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal desarticulou
uma quadrilha infiltrada em órgãos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos
em benefício de empresários trambiqueiros. O grupo era comandado pelos irmãos
petistas Paulo e Rubens Vieira, instalados em cargos de direção de agências
reguladoras.
Frases
·
Quem
segura a Anac nesse período, acredite, é o Waldin Rosa de Lima, um tucano. Ele
foi o consultor financeiro da campanha do Geraldo Alckmin, atuando dentro da
Nossa Caixa, onde tinha cargo de diretorRubens
Vieira, em e-mail enviado a Rose para justificar sua nomeação à Anac
·
Graças
a Deus saiu o que eu esperava. Preciso do diploma urgente. Para adiantar, tenho
que colocar no currículo a formação. Qual é o nome?Rose, em e-mail enviado a Paulo Vieira para tratar de um diploma
falso para o ex-marido, que só assim poderia assumir uma vaga na seguradora do
Banco do Brasil.
·
Desculpe
só responder agora. É que fiquei muito gripado e o pessoal do MEC tá (sic)
dando muito trabalho. Quanto ao JCN, não se preocupe. Essa questão está
resolvida. Os documentos devem chegar a qualquer momentoPaulo, respondendo a Rose sobre a questão do diploma.
·
Ele
escreveu que o processo era de interesse de José Dirceu, escreveu 300 000 reais
e passou para mimCyonil Borges, delator do
esquema, sobre oferta de propina feita por Paulo Vieira
·
Eu
já falei para ele. Ele tem de parar de se expor em público enquanto aquela
perna dele não ficar boa (...) Ele levou um tombo no domingo dentro de
casa...Ele tá parecendo um velho caquéticoRose,
em conversa com Paulo Vieira sobre a saúde de Lula, que se recuperava do
tratamento contra um câncer na laringe
·
Eu
me senti apunhalado pelas costas. Tenho muito orgulho do escritório da
Presidência, onde eram feitos encontros com empresários para projetos de
interesse do paísLula, ao negar que conhecia as
atividades de Rose
·
Mandei
uma notícia de ultima hora sobre a alta do PR (presidente da República) e vc
nao falou nada... Tenho falado com ele todos os dias, agora ele já está
voltando a política e logo vou resolver se fico no GabineteE-mail de Rose a Paulo Vieira. Na ocasião, recuperado de um câncer
na laringe, Lula divulgou um vídeo em que dizia "voltar à vida
política"
Personagens
·
CYONIL DA CUNHA BORGES DE
FARIAS JUNIOR
Ex-auditor do Tribunal de Contas da União
O que fez e que destino teve
Ex-auditor do Tribunal de Contas da União
O que fez e que destino teve
·
JOSÉ DIRCEU
Ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal, ex-presidente do PT; advogado
O que fez e que destino teve
Ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal, ex-presidente do PT; advogado
O que fez e que destino teve
·
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Ex-presidente da República (2003-2010) e ex-deputado federal; sindicalista; metalúrgico
O que fez e que destino teve
Ex-presidente da República (2003-2010) e ex-deputado federal; sindicalista; metalúrgico
O que fez e que destino teve
·
PAULO RODRIGUES VIEIRA
Ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA)
O que fez e que destino teve
Ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA)
O que fez e que destino teve
·
ROSEMARY NÓVOA DE NORONHA
Ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo
O que fez e que destino teve
Ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo
O que fez e que destino teve
·
RUBENS VIEIRA
Advogado; ex-corregedor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
O que fez e que destino teve
Advogado; ex-corregedor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
O que fez e que destino teve
·
VALDEMAR COSTA NETO
Administrador de empresas; deputado federal (PR-SP) e presidente de honra do PR
O que fez e que destino teve
Administrador de empresas; deputado federal (PR-SP) e presidente de honra do PR
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Acervo digital
EDIÇÃO 2298 - 05/12/2012Uma mulher que sabe demais
Quem é e como agia a ex-secretária Rosemary Noronha, cuja intimidade com o ex-presidente Lula lhe rendeu prestígio e um cargo central no governo, que ela usava para bisbilhotar o poder, fazer nomeações e ajudar uma quadrilha especializada em vender pareceres falsos a empresários trambiqueiros. Lula, como sempre, não sabe de nada
Quem é e como agia a ex-secretária Rosemary Noronha, cuja intimidade com o ex-presidente Lula lhe rendeu prestígio e um cargo central no governo, que ela usava para bisbilhotar o poder, fazer nomeações e ajudar uma quadrilha especializada em vender pareceres falsos a empresários trambiqueiros. Lula, como sempre, não sabe de nada
Outras edições
Escândalo
na Pesca Março de 2012
Escândalo

Em março de
2012, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelou que o Ministério da
Pesca torrou R$ 31,1 milhões na aquisição de 28 lanchas-patrulha com as quais não
têm o que fazer: a pasta não tem competência para fazer patrulha, nem lugar
para guardar as lanchas. A compra foi acertada na gestão de Altemir Gregolin,
do PT catarinense, em 2009. Quem ganhou o negócio foi uma empresa de Santa
Catarina, a Intech Boating, de propriedade de um ex-militante do PT. Feita a
encomenda, a empresa foi procurada por um emissário da Pesca atrás de doações
para a campanha de 2010. Cedeu 150 mil reais. O dinheiro entrou para o caixa do
PT catarinense, que bancou a maior parte da campanha de Ideli Salvatti ao
governo do estado. Ideli perdeu disputa e acabou escalada por Dilma para
suceder Gregolin no ministério da Pesca, quando então quitou parte da dívida
com a Intech: 5,2 milhões de reais.
Frases
·
Eu
diria, como a nossa presidente Dilma Rousseff, que o que aconteceu no
Ministério da Pesca é um malfeitoLuiz
Sérgio (PT-RJ), que assumiu o ministério da Pesca no lugar de Ideli Salvatti
·
A
baixa utilização das lanchas revela a antieconomicidade das aquisições e
comprova que os gestores do ministério falharam gravementeRelatório do TCU, sobre a compra de 28 lanchas pelo Ministério da
Pesca
·
Meu
amor, não posso dizer se foi um equívoco ou não. Quando cheguei ao ministério,
tomei todas as providências para que as lanchas fossem utilizadas, entregues,
repassadas. Não posso me responsabilizarIdeli
Salvatti, ministra das Relações Institucionais, ao ser questionada por
jornalistas sobre a compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca
·
Lanchas!
Sugiro vê-los velozmente descendo cataratas, cachoeirasDa ex-senadora e ex-petista Heloísa Helena (PSOL-AL), no Twitter
Personagens
·
IDELI SALVATTI
Ex-senadora, ex-ministra da Pesca e atual Ministra das Relações Institucionais
O que fez e que destino teve
Ex-senadora, ex-ministra da Pesca e atual Ministra das Relações Institucionais
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Acervo digital
EDIÇÃO 2263 - 04/04/2012Inúteis e suspeitas
Outras edições
Caso
Cachoeira Fevereiro de 2012
Escândalo

Em fevereiro
de 2012, a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelou as íntimas
relações do bicheiro Carlos Cachoeira com influentes políticos do Centro-Oeste,
tanto da oposição como da base aliada. O senador goiano Demóstenes Torres
(ex-DEM), figura de proa da oposição, foi o primeiro atingido. Uma série de
gravações apontou que um dos mais combativos políticos do Congresso usava sua
influência e credibilidade para defender os negócios de Cachoeira em troca de
ricos presentes. Também se complicaram parlamentares de pelo menos seis siglas
(PT, PSDB, PP, PTB, PPS e PCdoB), três governadores (o petista Agnelo Queiroz,
do Distrito Federal, o tucano Marconi Perillo, de Goiás, e o peemedebista
Sérgio Cabral, do Rio) e a Delta, de Fernando Cavendish, empreiteira com maior
número de obras no PAC. As revelações levaram à abertura de diversos
inquéritos no STF, STJ e na Justiça Federal de Goiás e à criação de uma CPI no
Congresso, presidida por Vital do Rêgo (PMDB-PB) e relatada por Odair Cunha
(PT-MG). Durante o período de campanhas das eleições municipais de 2012, a
CPI foi paralisada por dois meses, com retorno após o pleito. A desculpa usada
foi de que os trabalhos poderiam ser atrapalhados pela disputa eleitoral. No
entanto, a pausa acabou enfraquecendo a Comissão, que perdeu sua força política
e, agora, agoniza. A comissão deve ser encerrada sem antes, por exemplo,
analisar os tentáculos da construtora Delta pelo país.
Frases
·
Os
dois vêm cá para amarrar os bigodes comigoCláudio
Abreu, ex-diretor regional da Delta, em conversa com Carlinhos Cachoeira, sobre
os dois mais poderosos colaboradores do governo petista Agnelo Queiroz, do
Distrito Federal
·
Marca
uma p... com eles amanhã aqui em Goiânia. Aí eu chamo as meninasCarlinhos Cachoeira, em resposta a Abreu
·
Fala,
professor!Demóstenes Torres, senador
(ex-DEM-GO), em conversa com Carlinhos Cachoeira
·
Excelente,
doutor. Obrigado!Carlinhos Cachoeira, em diálogo
com Demóstenes
·
É
meu amigo. É uma figura conhecida em Goiás, simpática com todo mundo, é um
empresário daquiDo senador Demóstenes Torres
(ex-DEM-GO), sobre Carlinhos Cachoeira
·
Se
eu botar 30 milhões na mão de políticos, sou convidado para coisas para 'c...'.
Pode ter certeza disso!Fernando Cavendish, presidente
da Delta Construções
·
A
oposição já é limitada, e esse episódio cria constrangimento e cala uma das
vozes fortes da oposição.Do
líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, sobre o envolvimento do senador
Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com Carlinhos Cachoeira
·
O
Policarpo nunca vai ser nosso...Carlinhos
Cachoeira, sobre o diretor da sucursal de VEJA em Brasília, Policarpo Junior,
em conversa com o araponga Jairo Martins
·
Dá
o dinheiro para o cara, meu irmão!Idalberto
Matias, o Dadá, em conversa com Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, sobre o
pagamento de propina para garantir a indicação de um aliado no governo do
Distrito Federal
·
Bicho,
é o seguinte: a gente tem que molhar a mão de alguém lá, entendeu? Os caras não
fazem no amor, tem que dar um café pros caras.Idalberto
Matias, o Dadá, sargento da Aeronáutica, combinando com Carlinhos Cachoeira o
suborno a um funcionário de uma operadora de telefonia celular, de modo a garantir
grampos ilegais
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Links
Personagens
·
AGNELO QUEIROZ
Médico e ex-deputado federal pelo PCdoB, ex-ministro do Esporte no governo Lula e atual governador do Distrito Federal
O que fez e que destino teve
Médico e ex-deputado federal pelo PCdoB, ex-ministro do Esporte no governo Lula e atual governador do Distrito Federal
O que fez e que destino teve
·
IDALBERTO (DADÁ) MATIAS DE
ARAÚJO
Sargento aposentado da Aeronáutica, ex-funcionário da Abin
O que fez e que destino teve
Sargento aposentado da Aeronáutica, ex-funcionário da Abin
O que fez e que destino teve
·
JOSÉ DIRCEU
Ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal, ex-presidente do PT; advogado
O que fez e que destino teve
Ex-ministro da Casa Civil, ex-deputado federal, ex-presidente do PT; advogado
O que fez e que destino teve
Vídeos e
áudios
Acervo digital
EDIÇÃO 2272 - 06/06/2012Um tiro no pé
Outras edições
2011
Escândalo
no Trabalho Novembro de
2011
Escândalo

Reportagem de
VEJA publicada em novembro de 2011 trouxe à tona o primeiro de uma série de
escândalos que culminariam na queda do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi:
caciques do PDT comandados por Lupi transformaram os órgãos de controle da
pasta em instrumento de extorsão. O grupo agia em duas frentes. Numa delas,
extorquia ONGs às voltas com irregularidades na execução dos contratos e que,
por isso mesmo, ficavam sem receber dinheiro da União. Na outra, fazia vista
grossa a malfeitorias cometidas por ONGs amigas.
Frases
·
Por
ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos. Sou seu
padrinho de casamento.Ministro Carlos Lupi, ao
defender, no início do mês, seu ex-assessor e também tesoureiro do PDT Marcelo
Panella, acusado de cobrar propina de ONGs e também de sindicatos
·
Aquilo
é uma bagunça, tem uma série de problemas. Se o ministro tivesse um mínimo de
instrução e qualificação, não passaríamos isso que estamos passando no
ministério.Adair Meira, da ONG
Pró-Cerrado, avaliando o desempenho do ministro do Trabalho.
·
Eu
não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o - como é o nome? - seu
Adair (Meira)Carlos Lupi, mentindo sobre sua
relação com o dirigente de ONG
·
Eu
só quero saber do que sou acusadoMinistro
Carlos Lupi, em depoimento ao Congresso
·
Eu
disse que não tenho nenhuma relação [com Adair Meira]. Não disse que não o
conheçoLupi, mudando o discurso após ser pego na
mentira
·
Dilma,
eu te amoCarlos Lupi, numa tentativa de
desculpar-se com a presidente
·
Não
sou uma românticaResposta da presidente Dilma
Rousseff às declarações de Lupi
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Personagens
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Vídeos e
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Acervo digital
EDIÇÃO 2243 - 16/11/2011Em viagem oficial ao Maranhão, Carlos Lupi usou avião alugado por
um dos principais acusados
Em viagem oficial ao Maranhão, Carlos Lupi usou avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério. E o acusado estava entre os passageiros
Em viagem oficial ao Maranhão, Carlos Lupi usou avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério. E o acusado estava entre os passageiros
Outras edições
Escândalo
no Esporte Outubro de
2011
Escândalo

Em outubro de
2011, reportagem de VEJA revelou a existência de um esquema organizado pelo
PCdoB no Ministério do Esporte para desviar dinheiro público usando ONGs amigas
como fachada. Então titular da pasta, Orlando Silva foi apontado como mentor e
beneficiário dessa engrenagem.
Frases
·
Por
um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o
dinheiro na garagemJoão Dias, sobre a participação
de Orlando Silva no esquema
·
Estou
estupefato, perplexo. Um bandido fala, e eu que tenho que provar que não fiz,
meu Deus?Orlando Silva, em entrevista a
VEJA
·
Reconhecemos
a queda. Mas preparem-se. Vamos levantar muita poeira...Protógenes Queiroz, deputado do PCdoB, após a queda de Orlando
Silva
Links
Personagens
·
AGNELO QUEIROZ
Médico e ex-deputado federal pelo PCdoB, ex-ministro do Esporte no governo Lula e atual governador do Distrito Federal
O que fez e que destino teve
Médico e ex-deputado federal pelo PCdoB, ex-ministro do Esporte no governo Lula e atual governador do Distrito Federal
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Acervo digital
EDIÇÃO 2240 - 26/10/2011Assessores de Orlando Silva ajudaram o policial João Dias a se
livrar de punição
Ameaçados, assessores de Orlando Silva ajudaram o policial João Dias a se livrar de punição, inclusive orientando-o sobre como deveria enganar a fiscalização do próprio ministério
Ameaçados, assessores de Orlando Silva ajudaram o policial João Dias a se livrar de punição, inclusive orientando-o sobre como deveria enganar a fiscalização do próprio ministério
Outras edições
Escândalo
em Cidades Agosto de
2011
Escândalo

Depois dos
escândalos que derrubaram os ministros dos Transportes e da Agricultura, o
radar do Palácio do Planalto apontou em agosto de 2011 para o gabinete do
ministro Mário Negromonte (PP), das Cidades. Reportagem de VEJA revelou que um
grupo de parlamentares do próprio PP procurou a ministra das Relações
Institucionais, Ideli Salvatti, para acusar Negromonte de transformar o
ministério num apêndice partidário.
Frases
·
Fui
vítima de uma campanha que se pretendeu difamante e que o tempo vem provando
infundadaMário Negromonte, ao renunciar
·
Vai
terminar em sangueMário Negromonte, ministro das
Cidades, referindo-se à denúncia de que criou um mensalinho no PP em troca de
apoio para permanecer na paasdasda
Links
Personagens
·
JOÃO UBALDO COELHO DANTAS
Ex-chefe da assessoria parlamentar do Ministério das Cidades
O que fez e que destino teve
Ex-chefe da assessoria parlamentar do Ministério das Cidades
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este 'termômetro'
mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque editorial que
recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e reportagens ao
longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se refere a casos
como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o dossiê da pasta
rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Acervo digital
EDIÇÃO 2231 - 24/08/2011Mesada de 30.000
Outras edições
Escândalo
no Turismo Agosto de
2011
Escândalo

Em agosto de
2011, a Operação Voucher, da Polícia Federal, desmontou um esquema de desvio de
verbas do Ministério do Turismo. Foram presas 38 pessoas, entre elas oito
funcionários da pasta - três estrategicamente próximos dos preparativos para a
Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. A investigação começou tendo por
foco uma estranha emenda de 4 milhões de reais ao Orçamento apresentada em 2009
pela deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), revelada por VEJA em dezembro de 2010.
Descobriu-se que a beneficiária da emenda da deputada era uma ONG fantasma.
Segundo as investigações da PF, a mesma estratégia pode ter sido usada para
desviar mais de 30 milhões de reais dos cofres públicos.
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Frases
·
Criou
essa ideia aqui: 'ah, é pro governo, joga o valor pra três, tudo vezes três'Empresário flagrado dando lição de superfaturamento
·
Foi
um erro da minha assessoriaPedro
Novais, flagrado tentando jogar para o contribuinte a conta de uma noitada num
motel
·
Não
é só punir os funcionários que liberaram verbas do Turismo para
empresas-fantasma. É preciso responsabilizar o ex-ministro Pedro Novais, que,
no mínimo, prevaricou.Rubens Bueno, líder do PPS na
Câmara, pedindo punição para o quinto ministro demitido do governo Dilma
Personagens
·
COLBERT MARTINS
Ex-secretário nacional de programas de desenvolvimento do turismo
O que fez e que destino teve
Ex-secretário nacional de programas de desenvolvimento do turismo
O que fez e que destino teve
Acervo digital
EDIÇÃO 2235 - 21/09/2011A fila ainda anda
Outras edições
Escândalo
na Agricultura Julho de
2011
Escândalo

Demitido da
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) após VEJA revelar um pagamento
irregular de 8 milhões de reais, Oscar Jucá, irmão do senador Romero Jucá,
decidiu contar o que sabia sobre os esquemas de fraude no órgão. A VEJA,
informou em julho de 2011 que PMDB e PTB tentavam controlar a pasta no intuito
de embolsar dinheiro de negócios superfaturados. Em um dos casos,
representantes da Conab tentaram protelar o pagamento de uma dívida para
aumentar o valor e repassar parte deles para autoridades do ministério. No
outro, um terreno da estatal foi vendido por um valor quatro vezes menor que o
de mercado para a empresa de um amigo do senador Gim Argello (PTB). O esquema
teve início quando o então Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, comandava a
Conab, entre 2007 e 2010. Na semana seguinte, VEJA revelou que o lobista Júlio
Fróes atuava livremente no ministério, com acesso à entrada privativa e sala
com computador, telefone e secretária - tudo com aval da cúpula.
Frases
·
O
representante da empresa disse numa reunião que estava tudo combinado para
pagar 2 milhões de reais ao pessoal do 8º andar (gabinete do ministro). A Karla
pediu para retirar isso da ata e não denunciar à polícia.Israel Batista, ex-presidente da Comissão de Licitação do
Ministério da Agricultura
·
O
feijão ia ser usado para fazer política. Denunciei a irregularidade e fui
punido por isso.Walter Bastos, servidor da
Conab que alertou Rossi das fraudes
·
Ele
(Wagner Rossi) sempre viveu da política e, com ela, se tornou um milionário.Fernando Chiarelli, ex-deputado federal e desafeto político do
ministro Wagner Rossi
·
Me
ligaram dizendo que era para passar na sala da assessoria parlamentar do
ministério. Quando cheguei lá, estava o Fróes. Em cima da mesa tinha um monte
de pastinhas. Ele me deu uma. Disse que era uma 'agendinha'. Quando abri, tinha
um maço de notas de 50 reais. Devolvi na hora.Israel
Leonardo Batista, ex-chefe da Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura
·
O
representante da Conab disse que só liberaria o dinheiro se a gente pagasse a
eles 15% dos 150 milhões. Isso fere a dignidade de qualquer um.Antônio Carlos Simões, advogado da empresa Spam
Links
Personagens
·
OSCAR JUCÁ
Ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
O que fez e que destino teve
Ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
O que fez e que destino teve
·
WAGNER ROSSI
Advogado e ex-deputado federal, ex-presidente da Conab e ex-ministro da Agricultura no governo Dilma
O que fez e que destino teve
Advogado e ex-deputado federal, ex-presidente da Conab e ex-ministro da Agricultura no governo Dilma
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Vídeos e
áudios
Acervo digital
EDIÇÃO 2230 - 17/08/2011A agricultura no lixo
Outras edições
Escândalo
nos Transportes Julho de
2011
Escândalo

Em julho de
2011, reportagem de VEJA revelou um esquema de corrupção montado no Ministério
dos Transportes sob o comando do PR. Conforme os relatos obtidos pela revista,
o partido cobrava 4% de propina de empreiteiras interessadas em contratos com o
governo. O esquema tinha como coração o Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes (Dnit) e a Valec, estatal das ferrovias. A maior parte do
dinheiro ia para o caixa do PR, sob a direção do então ministro Alfredo
Nascimento e do deputado Valdemar Costa Neto. O restante era destinado aos
parlamentares dos estados em que as obras eram - ou deveriam ser - feitas.
Frases
·
A
gente não sabia mais a quem pagarDe
um empreiteiro, a VEJA, sobre a desenvoltura dos integrantes do esquema de
corrupção nos Transportes
·
Eu
não sou lixo. O partido não é lixo. Os sete senadores do partido não são lixo.Alfredo Nascimento, de volta ao Senado, depois de ser defenestrado
do Ministério dos Transportes
·
Estamos
convencidos de que não se corrigem mazelas nem se constrói a excelência com um
estado policial e intimidatório amparado por manchetes de jornal.Alfredo Nascimento, posando de arauto da democracia, ao anunciar a
saída do PR da base do governo
Personagens
·
JOSÉ FRANCISCO DAS NEVES
(JUQUINHA)
Ex-presidente da Valec, empresa pública vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)
O que fez e que destino teve
Ex-presidente da Valec, empresa pública vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)
O que fez e que destino teve
·
VALDEMAR COSTA NETO
Administrador de empresas; deputado federal (PR-SP) e presidente de honra do PR
O que fez e que destino teve
Administrador de empresas; deputado federal (PR-SP) e presidente de honra do PR
O que fez e que destino teve
Escandalômetro

Este
'termômetro' mede a gravidade do escândalo (de 1 a 5), com base no destaque
editorial que recebeu de VEJA. Quanto maior o número de chamadas de capa e
reportagens ao longo do tempo, maior a ‘temperatura’ do caso. O grau máximo se
refere a casos como o do mensalão, com 21 capas. O mínimo, a casos como o
dossiê da pasta rosa, sem nenhuma capa, mas três reportagens.
Acervo digital
EDIÇÃO 2237 - 05/10/2011A ONG do general
Outras edições
Palocci
consultor Junho de 2011
Escândalo

Absolvido pelo
STF e reconduzido ao primeiro escalão, Antonio Palocci tornou-se em 2011 uma
espécie de primeiro-ministro de Dilma Rousseff. Em maio, reportagens do jornal
A Folha de S.Paulo mostraram que o patrimônio de Palocci multiplicou-se por 20
em apenas 4 anos e que em 2010, ano em que o então deputado federal coordenava
a campanha de Dilma à Presidência, sua empresa de consultoria faturou 20
milhões de reais. Reportagem de VEJA revelou que o luxuoso apartamento que o
então ministro da Casa Civil alugava em São Paulo estava registrado em nome de
um laranja.
Frases
·
O
silêncio dele só faz aumentar as suspeitas de que tenha enriquecido
ilicitamente. Tudo indica que, depois do escândalo do caseiro, ele novamente
tenha caído em tentação.Demóstenes Torres
·
A
crise é de inteira responsabilidade de Palocci, que já deveria ter fornecido as
informações sobre o seu rápido enriquecimento.Walter
Pinheiro, senador (PT-BA)
·
Ao
contrário do que asseveram os representantes, a lei penal não tipifica como
crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada.Roberto Gurgel, procurador-geral da República, dando início ao
engavetamento da investigação sobre o súbito enriquecimento do ministro Palocci
·
Quem
acredita em Deus sabe que aqui se faz e aqui se paga.Francenildo Costa, o caseiro que teve seu sigilo bancário
quebrado, num escândalo que resultou na queda de Palocci durante o primeiro
governo Lula
·
É
uma pena perder o ministro Palocci nesse governo, pelas qualidades que ele tem.Da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que batalhou pela demissão de
Palocci e assumiu seu lugar na Casa Civil
·
Força,
força.Hugo Chávez, ao abraçar Palocci no Palácio do
Planalto
·
Se
vim para ajudar a promover o diálogo, saio agora para ajudar a preservá-lo.De Antonio Palocci, no discurso de despedida do cargo de
ministro-chefe da Casa Civil
Ao
empossar o ministro do Turismo, Gastão Vieira, em setembro, a presidente Dilma
Rousseff tentou justificar a troca de Pedro Novais pelo deputado federal.
"Escolhas políticas não desmerecem nenhum governo", disse. Vieira e
seu antecessor são do PMDB do Maranhão e apadrinhados do presidente do Senado,
José Sarney. Novais foi o quinto ministro a cair no primeiro ano do governo
Dilma.
Dilma: "Escolhas políticas não desmerecem
governo"
CGU: irregularidades causam prejuízo de 682 milhões
Novo
ministro, velhos problemas
Dossiê dos Aloprados
As confissões de Expedito Veloso - agora em áudio
Casa Civil
A segunda queda de Antonio Palocci
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VEJA - Política
Outro escândalo bilionário do governo
Dilma Roussef. Destas vez a roubalheira é na Petrobrás.
-
E em Porto Alegre, neste sábado, diante do impávido presidente do PT do RS,
Raul Pont, e uma platéia minguada de desavisados, o subchefe do Mensalão, Zé
Dirceu, jurou que o PT não mete a mão em dinheiro público. O material a seguir
é uma análise da reportagem de Veja, assinada pelo jornalista Reinaldo Azevedo.
Desde que Sérgio Gabrielli, o buliçoso ex-presidente da Petrobras, deixou a empresa, os esqueletos não param de pular do armário. A presidente Dilma Rousseff o pôs para correr. Ele se alojou na Secretaria de Planejamento da Bahia e é tido como o provável candidato do PT à sucessão de Jaques Wagner. Dilma, é verdade, nunca gostou dele, desde quando era ministra. A questão pessoal importa menos. Depois de ler o que segue, é preciso responder outra coisa: o que ela pretende fazer com as lambanças perpetradas na Petrobras na gestão Gabrielli? Uma delas, apenas uma, abriu um rombo na empresa que passa de UM BILHÃO DE DÓLARES. Conto os passos da impressionante reportagem de Malu Gaspar na VEJA desta semana. Prestem atenção!
1: Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões. Por que tão barata? Porque era considerada ultrapassada e pequena para os padrões americanos.
2: ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.
3 – Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras é Alberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação.
Após
escândalo, governo demite alta funcionária da Presidência
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24/11/201222h36
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A chefe
de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, foi
demitida pela presidente Dilma Rousseff devido ao envolvimento em um escândalo
de tráfico de influência e corrupção desmantelado na sexta-feira pela Polícia
Federal na operação "Porto Seguro".
O governo também anunciou, neste sábado, que a presidente determinou "o afastamento ou a exoneração" de todos os envolvidos no esquema. Segundo a Polícia Federal, além de Noronha, seis pessoas foram presas - incluindo dois diretores de agências reguladoras - e outros 17 servidores e agentes privados foram indiciados.
O grupo é suspeito de traficar influência, acelerar a tramitação de procedimentos e elaborar pareceres técnicos fraudulentos a fim de beneficiar interesses privados. A quadrilha atuaria exercendo influência em órgãos federais como agências reguladoras, secretarias, tribunais e até em um ministério.
Além de Noronha, foi exonerado José Weber Holanda, o segundo na hierarquia da Advocacia Geral da União, abaixo do ministro Luís Adams.
Dois dos presos são diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ANA (Agência Nacional de Águas). A Presidência afirmou em nota que eles foram afastados e que um processo disciplinar foi aberto.
Negociações
Noronha, a chefe de gabinete da Presidência, foi nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante seu mandato. Ela vinha sido mantida no cargo pelo governo da presidente Dilma. Sua função é prestar apoio administrativo e operacional ao governo federal em São Paulo.
Segundo uma reportagem da TV Globo, Noronha teria recebido dinheiro, passagens de navio e empregos para seus parentes para intermediar contatos entre a quadrilha e autoridades - entre elas governadores e ministros.
A emissora obteve uma transcrição de uma conversa por e-mail na qual o diretor da ANA determina a seu irmão que leve R$ 12.500 a casa da servidora.
A investigação que desbaratou o esquema começou em março de 2011. A PF foi procurada por um servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) que disse ter recebido uma proposta para receber R$ 300 mil em troca de elaborar um parecer técnico beneficiando um grupo empresarial do setor portuário.
A testemunha teria se arrependido após receber R$ 100 mil e denunciado o esquema à Polícia Federal. A instituição afirmou que no decorrer da investigação descobriu que a denúncia dele não era um caso isolado. Os membros da quadrilha passaram então a ser identificados e investigados.
A quadrilha cooptava servidores de órgãos públicos para acelerar a tramitação de procedimentos e elaborar pareceres técnicos fraudulentos a fim de beneficiar interesses privados.
Os indiciados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de documento particular, cujas penas podem ir de 2 a 12 anos de prisão.
Na tarde deste sábado, o governo Dilma Rousseff divulgou nota afirmando que os servidores envolvidos serão exonerados e "todos os órgãos citados no inquérito deverão abrir processo de sindicância".
Os advogados de Noronha afirmaram que só vão se manifestar após terem acesso às acusações.
O governo também anunciou, neste sábado, que a presidente determinou "o afastamento ou a exoneração" de todos os envolvidos no esquema. Segundo a Polícia Federal, além de Noronha, seis pessoas foram presas - incluindo dois diretores de agências reguladoras - e outros 17 servidores e agentes privados foram indiciados.
O grupo é suspeito de traficar influência, acelerar a tramitação de procedimentos e elaborar pareceres técnicos fraudulentos a fim de beneficiar interesses privados. A quadrilha atuaria exercendo influência em órgãos federais como agências reguladoras, secretarias, tribunais e até em um ministério.
Além de Noronha, foi exonerado José Weber Holanda, o segundo na hierarquia da Advocacia Geral da União, abaixo do ministro Luís Adams.
Dois dos presos são diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ANA (Agência Nacional de Águas). A Presidência afirmou em nota que eles foram afastados e que um processo disciplinar foi aberto.
Negociações
Noronha, a chefe de gabinete da Presidência, foi nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante seu mandato. Ela vinha sido mantida no cargo pelo governo da presidente Dilma. Sua função é prestar apoio administrativo e operacional ao governo federal em São Paulo.
Segundo uma reportagem da TV Globo, Noronha teria recebido dinheiro, passagens de navio e empregos para seus parentes para intermediar contatos entre a quadrilha e autoridades - entre elas governadores e ministros.
A emissora obteve uma transcrição de uma conversa por e-mail na qual o diretor da ANA determina a seu irmão que leve R$ 12.500 a casa da servidora.
A investigação que desbaratou o esquema começou em março de 2011. A PF foi procurada por um servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) que disse ter recebido uma proposta para receber R$ 300 mil em troca de elaborar um parecer técnico beneficiando um grupo empresarial do setor portuário.
A testemunha teria se arrependido após receber R$ 100 mil e denunciado o esquema à Polícia Federal. A instituição afirmou que no decorrer da investigação descobriu que a denúncia dele não era um caso isolado. Os membros da quadrilha passaram então a ser identificados e investigados.
A quadrilha cooptava servidores de órgãos públicos para acelerar a tramitação de procedimentos e elaborar pareceres técnicos fraudulentos a fim de beneficiar interesses privados.
Os indiciados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de documento particular, cujas penas podem ir de 2 a 12 anos de prisão.
Na tarde deste sábado, o governo Dilma Rousseff divulgou nota afirmando que os servidores envolvidos serão exonerados e "todos os órgãos citados no inquérito deverão abrir processo de sindicância".
Os advogados de Noronha afirmaram que só vão se manifestar após terem acesso às acusações.
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26/ 11/ 2012 às 12:24
Relembre escândalos do
governo Dilma Rousseff
Brasília – A deflagração da operação Porto Seguro
trouxe a público os nomes de Rosemary Nóvoa de Noronha e José Weber Holanda,
apontados como líderes do esquema de corrupção que envolveu sete órgãos
federais e consistia na venda de pareceres fraudulentos – e os inscreveu em uma
relação de protagonistas de escândalos ocorridos durante o governo Dilma
Rousseff.
Relembre
outros casos.
Erenice Guerra (PT)
Pessoa de confiança desde que Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia, Erenice Guerra saiu da Casa Civil depois que a revista Veja publicou matéria denunciando que ela fazia parte de esquema intermediado pelo seu filho, Israel Guerra, e teria ajudado uma empresa do setor aéreo a fechar contrato em termos favorecidos com os Correios. Em seguida, o jornal Folha de S. Paulo trouxe matéria na qual uma empresa de Campinas acusava o filho de Erenice de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Pessoa de confiança desde que Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia, Erenice Guerra saiu da Casa Civil depois que a revista Veja publicou matéria denunciando que ela fazia parte de esquema intermediado pelo seu filho, Israel Guerra, e teria ajudado uma empresa do setor aéreo a fechar contrato em termos favorecidos com os Correios. Em seguida, o jornal Folha de S. Paulo trouxe matéria na qual uma empresa de Campinas acusava o filho de Erenice de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Antonio Palocci (PT-SP)
Um dos coordenadores da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Palocci já havia deixado o Ministério da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva por envolvimento com a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. A vítima denunciou a existência de uma casa na capital federal utilizada por lobistas de Ribeirão Preto ligados a Palocci. Ao retornar com papel de protagonista à cena política, o então ministro-chefe da Casa Civil no início do governo Dilma, caiu novamente por não conseguir explicar o crescimento exponencial do seu patrimônio.
Um dos coordenadores da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Palocci já havia deixado o Ministério da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva por envolvimento com a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. A vítima denunciou a existência de uma casa na capital federal utilizada por lobistas de Ribeirão Preto ligados a Palocci. Ao retornar com papel de protagonista à cena política, o então ministro-chefe da Casa Civil no início do governo Dilma, caiu novamente por não conseguir explicar o crescimento exponencial do seu patrimônio.
Ideli Salvatti (PT-SC)
A atual ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, teve o nome envolvido em denúncias de irregularidades na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca. Segundo reportagem do “Estado de S.Paulo”, a empresa Intech Boating foi contratada para construir lanchas-patrulhas de mais de R$ 1 milhão cada. Após a contratação, contudo, a empresa afirma ter sido procurada pelo PT de Santa Catarina para doar R$ 150 mil ao comitê local. O PT catarinense pagou 81% dos custos da campanha de Ideli ao governo daquele estado, em 2010. Ela perdeu a eleição e assumiu o Ministério da Pesca em 2011.
A atual ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, teve o nome envolvido em denúncias de irregularidades na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca. Segundo reportagem do “Estado de S.Paulo”, a empresa Intech Boating foi contratada para construir lanchas-patrulhas de mais de R$ 1 milhão cada. Após a contratação, contudo, a empresa afirma ter sido procurada pelo PT de Santa Catarina para doar R$ 150 mil ao comitê local. O PT catarinense pagou 81% dos custos da campanha de Ideli ao governo daquele estado, em 2010. Ela perdeu a eleição e assumiu o Ministério da Pesca em 2011.
Fernando Pimentel
(PT-MG)
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel passou o fim do ano passado na corda bamba por conta de suspeitas de tráfico de influências entre 2009 e 2010. Nesse período, ele foi proprietário de uma consultoria que manteve contratos com empresas que ganharam licitações com a prefeitura de Belo Horizonte, chefiada pelo ministro até o final de 2008. A consultoria rendeu a Pimentel cerca de R$ 2 milhões, quantia superior ao patrimônio declarado pelo ministro ao Tribunal Superior Eleitoral em 2008.
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel passou o fim do ano passado na corda bamba por conta de suspeitas de tráfico de influências entre 2009 e 2010. Nesse período, ele foi proprietário de uma consultoria que manteve contratos com empresas que ganharam licitações com a prefeitura de Belo Horizonte, chefiada pelo ministro até o final de 2008. A consultoria rendeu a Pimentel cerca de R$ 2 milhões, quantia superior ao patrimônio declarado pelo ministro ao Tribunal Superior Eleitoral em 2008.
Rosemary Novoa de
Noronha e José Weber Holanda
A ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e ex-advogado-geral-adjunto da União saíram dos cargos com a deflagração da Operação Porto Seguro da Polícia Federal – que levou à prisão diretores de agências reguladoras e ao indiciamento de 18 pessoas. Segundo as informações, esses funcionários do governo estavam ligados com a negociação de propinas em troca de emissão de pareceres e laudos técnicos em favor de empresas com interesse em processos com a União.
A ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e ex-advogado-geral-adjunto da União saíram dos cargos com a deflagração da Operação Porto Seguro da Polícia Federal – que levou à prisão diretores de agências reguladoras e ao indiciamento de 18 pessoas. Segundo as informações, esses funcionários do governo estavam ligados com a negociação de propinas em troca de emissão de pareceres e laudos técnicos em favor de empresas com interesse em processos com a União.
Relembre, ainda,
ministros que deixaram a gestão de Dilma Rousseff por envolvimentos em
escândalos:
Alfredo Nascimento
(Transportes): foi
dispensado em virtude de um sistema de captação de propinas que vigorava na
pasta. Com a demissão¸ voltou a integrar a base de apoio da presidente no
Senado.
Nelson Jobim (Defesa): não foi alvo de nenhuma denúncia de
corrupção; foi dispensado do cargo por ter criticado as ministras Ideli
Salvatti e Gleisi Hoffmann.
Wagner Rossi
(Agricultura): segundo
acusações, participou de um esquema de propinas e aparelhamento político no
Ministério.
Pedro Novais (Turismo): foi acusado de aplicação indevida de
recursos públicos – como utilizar um funcionário da Câmara para fins
particulares.
Orlando Silva (Esporte): durante o tempo em que foi o titular da
pasta, ONGs “de fachada” receberam dinheiro público que deveria ser empregado
em atividades sociais que, na prática, não aconteciam.
Carlos Lupi (Trabalho): caiu em virtude de acusações similares às
que atingiram Orlando Silva – a existência de convênios fraudulentos em sua
pasta.
Mário Negromonte
(Cidades): Negromonte
é acusado de ter oferecido propinas a integrantes de seu partido, o PP, para
receber deles apoio para continuar à frente da pasta, e também de estar à
frente de concorrências fraudulentas no ministério.
Além
destes, também deixou o cargo durante a gestão de Dilma Rousseff o ministro da
Educação, Fernando Haddad. Mas, apesar de sua atrapalhada atuação na pasta –
ele era o responsável pelo Enem, fonte inesgotável de problemas nos últimos
anos – não foi dispensado pela presidente, e sim premiado pelo PT, escolhido o
candidato do partido à prefeitura de São Paulo.
04/12/2011 - 20h55
Entenda as crises que atingiram o governo Dilma
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DE SÃO
PAULO
Mais um ministro do governo Dilma Rousseff perdeu o posto neste
domingo após uma série de escândalos, totalizando agora sete que já deixaram o
cargo desde o início do mandato da petista. Desta vez, o envolvido é o titular
do Ministério do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT. Lupi
comandava a pasta desde abril de 2007, ainda no governo Lula.
A crise em uma pasta estratégica --tratada como vitrine pelos
recordes sucessivos de geração de emprego no país-- começou após reportagem da
revista "Veja" no dia 9 de novembro informar o envolvimento de
servidores e ex-servidores do ministério em um esquema de cobrança de propinas
que revertia recursos para o caixa do PDT.
Após a reportagem, Lupi afastou um
dos envolvidos e afirmou que só deixaria o governo "abatido por bala".
A presidente não gostou das declarações e ele se retratou logo
depois.
Como Orlando Silva, Lupi atacou e desqualificou a imprensa quando foi à Câmara se
defender espontaneamente no dia 10. Ele afirma que não havia provas contra ele.
|
Grajaú
de Fato
|
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Lupi desembarca de avião que,
segundo a revista "Veja", foi "providenciado" por
empresário
|
No dia 12, uma nova publicação da "Veja" denunciou o uso
de avião contratado por um dono de uma rede de Ongs beneficiária de convênios
de mais de R$ 10 milhões com o Ministério do Trabalho.
Segundo interlocutores do Planalto, a presidente Dilma estaria
esperando que o ministro do Trabalho desse explicações "consistentes"
sobre as circunstâncias de sua viagem ao Maranhão em dezembro de 2009.
No domingo, a Folha publicou
que Lupi concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para
representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não
existem no Estado.
ESPORTE
Orlando Silva foi o sexto ministro a deixar o governo após tentar
responder acusações de ter participado de um suposto esquema de fraude no
programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. As suspeitas foram levantadas
pelo policial militar João Dias Ferreira em entrevista a revista
"Veja".
Ferreira e
seu motorista, Célio Soares Pereira, disseram à revista que o ministro recebeu
parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
|
Daniel
Marenco -15.out.2011/Folhapress
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|
O ministro do Esporte, Orlando
Silva, chega para dar entrevista coletiva em hotel, em Guadalajara, no México
|
O ministro uitlizou como defesa adesqualificação o
policial militar em entrevistas e nas oportunidades que falou do assunto, disse
que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU
investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das
denúncias.
A situação de Orlando se agravou após o STF (Supremo Tribunal
Federal) iniciar investigações de um suposto envolvimento do ministro em
fraudes na pasta. E após aFolha revelar
que em julho de 2006 Orlando assinou um despacho que reduziu o valor que a ONG
do policial precisava gastar como contrapartida para receber verbas do governo,
permitindo que o policial continuasse participando de um programa social do
ministério.
O documento foi o primeiro a estabelecer uma ligação direta entre
Orlando e o policial, que hoje acusa o ministro de comandar um esquema de
desvio de dinheiro público para alimentar o caixa do PC do B.
TURISMO
|
Alan
Marques - 23.ago.2011/Folhapress
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Ex-ministro do Turismo Pedro
Novais (PMDB)
|
A situação do ex-ministro do Turismo Pedro Novais ficou
insustentável no Planalto e dentro de seu próprio partido depois de duas
revelações da Folha: a de
que elepagou com dinheiro público
o salário de sua governanta por sete anos e a de que sua mulher usa irregularmente um
funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular.
Ele estava em situação delicada desde o começo de agosto quando
uma operação da
Polícia Federal prendeu 35 pessoas, incluindo o então secretário-executivo do
Ministério do Turismo, Frederico Costa.
Logo após a sua nomeação, em dezembro de 2010, o jornal "O
Estado de S. Paulo" revelou que Novais usou R$ 2.156 da sua cota parlamentar para pagar despesas de um
motel em São Luís, em junho do ano passado.
No mesmo mês, a Folha mostrou que Novais foi flagrado em
escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que
beneficiasse um aliado na Justiça Federal.
AGRICULTURA
|
Sergio
Lima - 10.ago.2011/Folhapress
|
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|
Ex-ministro da Agricultura
Wagner Rossi (PMDB)
|
No dia 17 de agosto, o então ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), pediu demissão, atingido por uma
onda de acusações que apontou pagamento de propinas, influência de lobistas e
aparelhamento político em sua gestão no ministério. Foi substituído por Mendes
Ribeiro (PMDB).
Os problemas do ministério começaram quando o ex-diretor
financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Oscar Jucá Neto,
irmão do líder no governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), afirmar que havia
"bandidos" no órgão e sugerir que Rossi participava de esquemas de
corrupção.
Após nova reportagem da revista "Veja", desta vez sobre
a atuação de um lobista no ministério, o então secretário-executivo da pasta,
Milton Ortolan, pediu demissão do cargo.
A situação do ministro se agravou após Israel Leonardo Batista,
ex-chefe da comissão de licitação da Agricultura, afirmar em entrevista à Folha que o Ministério da Agricultura foi
"corrompido" após a chegada de Wagner Rossi à pasta. Segundo Batista,
o ministro colocou pessoas no assinar o que não devem".
Outra acusação que atingiu o ministro foi a revelação, pelo jornal
"Correio Braziliense", de que Rossi e um de seus filhos, o deputado
estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram várias vezes em um jatinho pertencente
a uma empresa de agronegócios. Ele admitiu ter pegado carona no avião.
DEFESA
|
Leslie
E. Kossoff - 12.abr.2010/France Presse
|
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Ex-ministro da Defesa Nelson
Jobim (PMDB)
|
A queda de Nelson Jobim (PMDB) do Ministério da Defesa, ocorreu no
dia 4 de agosto, após desavenças com Dilma e
declarações de que havia votado em José Serra (PSDB) na
eleições presidenciais. Foi substituído por Celso Amorim.
A situação piorou após Jobim
dizer, à revista "Piauí" a ministra Ideli Salvatti (Relações
Institucionais) é "fraquinha" e que Gleisi Hoffmann (Casa Civil)
"sequer conhece Brasília".
Antes, Jobim também causou constrangimento ao Planalto, na
solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na ocasião, disse ser preciso tolerar a convivência com
"idiotas", que "escrevem para o esquecimento". Ele explicou
que se referia a jornalistas, mas petistas entenderam como recado ao governo.
TRANSPORTES
|
Alan
Marques - 16.ago.2011/Folhapress
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Ex-ministro dos Transportes
Alfredo Nascimento (PR)
|
Em 6 de julho, foi a vez de Alfredo Nascimento (PR) se demitir dos
Transportes no dia 6 de julho, após ter seu nome envolvido em um escândalo de
superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e
órgãos. Foi substituído por Paulo Sérgio Passos (PR).
A crise começou com revelação pela revista "Veja" de
suposto esquema que envolvia dois assessores diretos do então ministro. O
ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes), Luiz Antonio Pagot, e o ex-diretor-presidente da Valec (estatal
de obras ferroviárias), José Francisco das Neves, também foram citados.
Segundo a revista, o esquema seria coordenado pelo
secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, e renderia ao partido até 5% do
valor dos contratos firmados pela pasta e sob a gestão do Dnit e da Valec.
Costa Neto não tem cargo na estrutura federal.
A crise se intensificou com reportagem do jornal "O
Globo" revelando que o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Morais
Pereira, cresceu 86.500%
em dois anos. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal do Amazonas.
RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
|
Alan
Marques - 10.jun.2011/Folhapress
|
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|
Ministros Luíz Sergio e Ideli
Salvati
|
No dia 10 de junho, Dilma fez uma troca entre os
ministros Ideli Salvatti e Luiz Sérgio. Ela deixou a Secretaria de Pesca e
assumiu a Relações Institucionais, enquanto ele fez o caminho contrário.
A troca aconteceu após longo processo de fritura de Sérgio. Na
prática, a articulação política vinha sendo feita por Palocci.
Com a substituição de Palocci por Gleisi Hoffmann em uma Casa
Civil menos política e mais gestora, como queria Dilma, grupos do PT passaram a
fazer abertamente forte pressão pela troca do petista.
Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de
fritura, Sérgio disse que a situação ficou insustentável e decidiu pedir
demissão.
Na sua breve passagem pela Relações Institucionais, Luiz Sérgio
não conseguiu fazer a interlocução do governo com os partidos e com a base
aliada, chegando a ser apelidado, ironicamente, de "garçom" --pois só
anotava os pedidos.
CASA CIVIL
|
Sérgio
Lima - 2.jun.2011/Folhapress
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Ex-ministro da Casa Civil
Antonio Palocci (PT)
|
O primeiro ministro a deixar o governo, em 7 de junho, foi Antonio Palocci
(PT). Gleisi Hoffmann (PT-PR) substituiu Palocci.
Após 23 dias de crise, ele entregou o cargo a presidente depois de
a Folha revelar que o ministro multiplicou seu
patrimônio por 20 entre 2006 e 2010, quando ele foi deputado federal e manteve,
paralelamente, uma consultoria privada.
A Projeto, empresa aberta por Palocci em 2006 --quando afirmou ter
patrimônio de R$ 356 mil-- também comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região
nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões.
Em entrevista exclusiva à Folha,
Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes a Dilma, atribuiu as
acusações a ele a uma "luta política" e disse que ninguém provou
qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.
Foi a segunda vez que Palocci deixou o governo após um escândalo
--em 2006 deixou o Ministério da Fazenda após suspeitas de ter quebrado o
sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
28/11/2012 - 09h01
REFLEXÃO SOCIAL
Novo escandalo no governo
Dilma Rousseff coloca em xeque a ética dos petistas no poder
Do Redator de Plantão
Confira o comentário diário de Ednaldo Santos, comunicador
da Rádio Jornal,
publicado no Redator de Plantão, que é transmitido de
segunda à sábado, das 6h às 6h40.
Ednaldo Santos apresenta o programa Rádio
Cidadão, de segunda à sexta, das 16h às 18h, na Rádio Jornal.














































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