Perito Ricardo Patoli disse que luminol chegou a identificar partículas em objeto, "mas em quantidade tão pequena que não se pode cravar isso"; advogados comemoraram após fala
Os advogados que defendem Mizael Bispo de Souza da acusação de matar a ex-namorada Mércia Nakashima , em março 2010, tentam provar, no terceiro dia de júri, que não havia sangue, metal e ossos no sapato do réu, ao contrário do que diz a promotoria. Os três defensores de Mizael convocaram o perito Ricardo Domingos Patoli, responsável pela reconstituição do crime, para tentar apontar possíveis contradições nos laudos.
3º dia de julgamento:
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Depois de tratarem sobre disparos provavelmente efetuados no interior do veículo e da alga subaquática encontrada no sapato do réu, os defensores abordaram a presença de outros materiais encontrados na mesma sola. Na noite de segunda-feira (12), o assistente de acusação, Alexandre de Sá Domingues, falou dos resquícios de “sangue, metal e ossos no sapato de Mizael”, indícios já apontados pelo promotor Rodrigo Merli Antunes antes do julgamento.
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Em suas declarações nesta quarta, o perito afirmou que o luminol, produto fluorescente utilizado no laboratório pela perícia, identificou partículas que podem ser de sangue, osso e metal, mas em quantidade tão pequena que não se pode cravar essa informação. Concluídas as questões, os defensores foram em direção a Mizael para dizer que conseguiram demonstrar o que pretendiam.
No intervalo determinado pelo juiz Leandro Cano, o advogado Sá Domingues foi em direção à mãe de Mércia, Janete Nakashima, para tranquilizá-la: “Estão tentando plantar dúvidas nos jurados, mas os indícios existem”, disse ele. Janete respondeu ironizando as questões da defesa: “Logo o senhor terá de provar que o carro estava mesmo na represa.”













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