domingo, 10 de março de 2013

Evangelho quotidiano

Domingo, dia 10 de Março de 2013
4º Domingo da Quaresma - Ano C

Quarenta Mártires de Sebaste, +320,  S. Macário de Jerusalém, patriarca, +335,  S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615,  Santo Emiliano, pastor eremita, séc. VI



Comentário ao Evangelho do dia feito por 
São João-Maria Vianney : «Ele estava perdido e foi encontrado»

Leituras

Josué 5,9a.10-12.


Disse, então, o SENHOR a Josué: «Hoje tirei de sobre vós o opróbrio do Egipto.» E deu-se àquele lugar o nome de Guilgal, até ao dia de hoje. 
Os israelitas acamparam em Guilgal, celebraram lá a Páscoa no décimo quarto dia do mês, à tarde, na planície de Jericó. 
Nesse mesmo dia, comeram dos frutos da região: pães ázimos e trigo tostado. 
O maná deixou de cair no dia seguinte àquele em que comeram dos frutos da terra, e nunca mais os israelitas tiveram o maná. Naquele ano, alimentaram-se dos produtos da terra de Canaã. 


2 Cor. 5,17-21.


Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas. 
Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. 
Pois foi Deus quem reconciliou o mundo consigo, em Cristo, não imputando aos homens os seus pecados, e pondo em nós a palavra da reconciliação. 
É em nome de Cristo, portanto, que exercemos as funções de embaixadores e é Deus quem, por nosso intermédio, vos exorta. Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus. 
Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus. 


Lucas 15,1-3.11-32.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem.
Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» 
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: 
Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. 
O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois. 
Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. 
Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. 
Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. 
Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 
E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! 
Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; 
já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' 
E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. 
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.' 
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. 
Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, 
porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou. 
Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. 
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 
Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.' 
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 
Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; 
e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' 
O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'» 


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por 

São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars
1º sermão sobre a misericórdia de Deus para o 3º domingo de Pentecostes

«Ele estava perdido e foi encontrado»

«Fiz muito mal em abandonar o meu pai que me amava tanto; dissipei todos os
meus bens levando uma vida má; estou todo roto e todo sujo, como é que meu
pai me poderá reconhecer como seu filho? Mas lançar-me-ei a seus pés,
regá-los-ei com as minhas lágrimas; pedir-lhe-ei apenas para me contar
entre os seus servos» [...] Seu pai, que há muito chorava a sua perda,
vendo-o vir ao longe, esqueceu a avançada idade que tinha e a má vida do
filho e atirou-se-lhe ao pescoço para o beijar. O pobre filho,
completamente espantado com o amor que o pai tinha por ele, exclamou: «Já
não mereço ser chamado teu filho, coloca-me apenas entre os teus servos».
«Não, não, meu filho», exclama o pai, «está tudo esquecido, pensemos apenas
em nos alegrar. Tragam a melhor túnica para lhe vestir; tragam o vitelo
gordo e matem-no e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto e
reviveu, estava perdido e foi encontrado».


Boa imagem, meus irmãos, da grandeza da misericórdia de Deus pelos
pecadores e pelos mais miseráveis! [...] Ó meu Deus, como é terrível o
pecado! Como é possível que o cometamos? Mas, por muito miseráveis que
sejamos, desde que tomemos a resolução de nos convertermos, [...] as Suas
entranhas de misericórdia são tocadas pela compaixão. Esse terno Salvador
corre com a Sua graça ao encontro dos pecadores, abraça-os, favorecendo-os
com as consolações mais deliciosas. [...] Que momento delicioso! Como
seríamos felizes se tivéssemos a felicidade de o compreender! Mas,
infelizmente, não correspondemos à graça e por isso esses momentos felizes
desaparecem. Jesus Cristo diz ao pecador, pela boca dos Seus ministros:
«Que se vista este cristão que se converteu com a sua primeira túnica, que
é a graça do baptismo que perdeu; revistam-no de Jesus Cristo, da Sua
justiça, das Suas virtudes e de todos os Seus méritos» (cf. Ga 3,27). Eis,
portanto, meus irmãos, a forma como nos trata Jesus Cristo quando temos a
felicidade de abandonar o pecado para a Ele nos entregarmos. Que base de
confiança para um pecador saber que, embora culpado, a misericórdia de Deus
é infinita!

2 comentários:

  1. vereador pipoca muito bom estas postagens do evahgelho que vc reoassa pra todos leitores ficarem em dia com o evangelho do dia.

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  2. Obrigado amigos e amigas será sempre um grade praser em poder comtribuir com nosso povo,na divulgação da palavra de Deus.

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