quarta-feira, 13 de março de 2013

EXAMES QUE PROVA EMBRIAGUEZ NÃO É CONFIAVEL VEIJAM ABAIXO AS DUAS MATÉRIAS.




Exame clínico de atropelador dá negativo para embriaguez, diz secretaria de segurança de SP

Em São Paulo

  • Um ciclista perdeu um braço em um acidente com um veículo na manhã de domingo (10)
    Um ciclista perdeu um braço em um acidente com um veículo na manhã de domingo (10)
O exame clínico do estudante de psicologia Alex Siwek, que no último domingo (10) atropelou o ciclista David Santos Souza na avenida Paulista, região central de São Paulo, deu negativo para o teste de embriaguez.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança de São Paulo, com base no laudo do IML (Instituto Médico Legal). O exame foi realizado às 11h21 do domingo. Na ocasião, Siwek se recusou a fazer coleta para exame de sangue ou urina.
O acidente aconteceu por volta das 6h da manhã, quando David se dirigia ao trabalho pela ciclovia da avenida, que ainda não estava em operação, mas estava montada.
Testemunhas disseram que Alex fazia ziguezagues com o carro pela rua quando atingiu David. Com o impacto, o ciclista teve o braço decepado.


Juiz considera que motorista não teve 




intenção de matar ciclista

Magistrado do Tribunal do Júri remeteu o caso para a Justiça comum.
Ministério Público informou que vai recorrer da decisão.

Do G1 São Paulo
159 comentários
O juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, não considerou que houve tentativa de homicídio doloso, quando há a intenção de matar, no caso do motorista que atropelou um ciclista no domingo (10), na Avenida Paulista. No acidente, o limpador de vidros, David Santos de Souza, de 21 anos, perdeu o braço direito. O caso foi remetido pelo magistrado para a Justiça comum, onde será analisado. O Ministério Público informou que vai recorrer da decisão.
O motorista Alex Siwec, de 22 anos, continuava preso no início da manhã desta quarta-feira (13), no Centro de Detenção Provisória 2 do Belém, na Zona Leste. Segundo o seu advogado, o estudante de psicologia, ficou atordoado na hora do acidente e, em um primeiro momento, não viu o braço dentro do carro. Em choque, ainda de acordo com advogado, Siwec acabou jogando o braço em um córrego na Avenida Ricardo Jafet, na Zona Sul da capital paulista.
Na terça-feira, o ciclista disse à polícia que trafegava na contramão da ciclofaixa no momento do acidente. O jovem relatou que foi atingido de frente pelo veículo de Alex e que chegou a ver o carro vindo em sua direção, em alta velocidade. Questionado sobre as circunstâncias da colisão, o delegado não soube explicar como o ciclista foi atingido.
"Há fatos novos nas investigações, mas estamos apurando e não queremos divulgar informações precipitadas", declarou Carlos Eduardo Silveira Martins, delegado titular do 5º DP. O depoimento do ciclista foi colhido na presença de um advogado do Hospital das Clínicas, segundo a polícia.
A delegada Priscila Oliveira Rodrigues também conversou com o ciclista e ficou emocionada. Ele me mostrou desenhos que fazia, e agora não poderá fazer mais", disse, com lágrimas nos olhos.
Laudo
O delegado revelou ainda que o laudo do Instituto Médico Legal (IML), entregue nesta terça-feira, apontou sinais de embriaguez no motorista do veículo, mas concluiu que Alex não estava embriagado. A Polícia Civil disse que irá questionar a conclusão do laudo.
Martins acredita que o resultado pode ter sido prejudicado porque Alex foi submetido ao exame horas depois do acidente. O exame foi realizado às 11h21 e o atropelamento ocorreu por volta das 5h30. No documento do IML, a médica responde a duas perguntas: "há sinais indicativos que o examinado está sob efeito de álcool etílico? Sim" e "Em consequência disso, ele está embriagado? Não".
A polícia pretende enviar perguntas à medica do IML que examinou o jovem para entender o resultado. Um exame clínico havia apontado que o jovem tinha bebido antes do acidente.
Acidente na Paulista V3 (Foto: Arte/G1)
Motorista detido
O estudante de psicologia Alex Siwek, que atropelou David e jogou seu braço em um córrego, está detido no Centro de Detenção Provisória 2 do Belém, na Zona Leste. Seu advogados pediram na segunda-feira (11) a liberdade provisória e aguardam uma resposta da Justiça. A promotora do 1º Tribunal do Júri Manoella Guz se manifestou pelo indeferimento do pedido de liberdade provisória do Alex e pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Antes de concluir o inquérito, a polícia aguarda os resultados das perícias feitas no local da batida, no carro de Alex e no Córrego Ipiranga, local onde o braço foi jogado na Avenida Doutor Ricardo Jafet. Segundo o delegado Martins, 13 pessoas já foram ouvidas, entre testemunhas e envolvidos no caso.
A polícia também busca imagens de câmeras de segurança do local do acidente e também do ponto onde o braço foi jogado. Até agora, a polícia tem apenas imagens de uma câmera da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que mostram uma viatura de resgate passando às 6h06 de domingo para atender a ocorrência.
O exame clínico que apontou que o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente também já estão com a polícia. A comanda de consumo de Alex Siwek, paga na casa noturna de onde ele saiu antes de atropelar o ciclista, mostra que ele pagou por três doses de vodca e um energético. O horário que a comanda individual de consumo foi fechada, às 6h, porém, é posterior ao horário do acidente, ocorrido às 5h30.
Testemunhas
David ia para o trabalho quando foi atingido pelo carro conduzido pelo estudante de psicologia Alex Siwek, de 22 anos. Testemunhas disseram que o carro andava em zigue-zague e já tinha derrubado alguns cones colocados na Avenida Paulista para sinalizar a instalação da ciclofaixa. Após atingir o ciclista, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
O estudante Thiago Chagas dos Santos, que já tinha feito curso de primeiros-socorros, foi a primeira pessoa a prestar atendimento ao ciclista.
Santos observou que o limpador de vidros perdeu os sentidos. “Vi que ele não estava respirando, não tinha pulso. Fiz respiração boca a boca e massagem cardíaca”, afirmou Santos ao Bom Dia São Paulox. Segundo ele, alguém que passava pelo local afirmou que a vítima estava sem o braço. “Ele ouviu e entrou em desespero. Eu falava que ele estava com o braço para ele não ficar mais desesperado ainda”, contou.
Mãe
A empregada doméstica Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, mãe do ciclista, disse que ouviu do filho a afirmação de que ele estava na ciclofaixa quando foi atingido pelo automóvel. No horário em que ocorreu o acidente, a ciclofaixa de lazer ainda estava desativada. A mãe contou que o rapaz, que trabalha como limpador de vidros, saiu de Diadema, na Grande São Paulo, e se dirigia ao trabalho, em um prédio próximo ao Hospital das Clínicas.
Nesta terça a família não quis falar com a imprensa. Na segunda (11), recebeu o SPTV em casa. A mãe da David, Antonia Ferreira dos Santos, afirma que pedia que o filho fosse ao trabalho de ônibus. “Mas ele falava que ele queria ir de bicicleta porque ele adorava andar de bicicleta.” Ela pede justiça. “Que não deixe ele amanhã ou depois sair pela porta da frente da delegacia, né? Para que não aconteçam outras tragédias como essa né?”, afirmou.
Estudante
Na descrição da polícia, o motorista Alex Siwek  estava dentro de um Honda Fit ao lado de um amigo quando o acidente ocorreu, por volta das 5h30. O braço direito do ciclista foi amputado por estilhaços de vidro do pára-brisa e permaneceu preso ao veículo. O motorista fugiu do local, deixou o amigo em casa e depois foi à Avenida Doutor Ricardo Jafet, de onde lançou o braço em um córrego. Depois, voltou à própria casa, guardou o carro na garagem e dirigiu-se a pé à unidade policial para se entregar.
O advogado de Siwek, Pablo Naves Testone, afirma que Siwek não tem antecedentes criminais e que reúne os requisitos para responder ao processo em liberdade. Disse ainda que a família do rapaz está muito assustada com a repercussão do caso e que já sofreu ameaças.
"Acharam o número da residência fixa, e ligaram falando bobagens, como a mãe e o pai educaram o menino, falando que iam matá-los". A ligação foi atendida pela mãe de Alex, que, segundo o advogado, está tomando rémedios por conta dos últimos acontecimentos. "Todos estão comovidos, sabem que foi aterrorizante, e que o menino será julgado pelo que fez, mas algumas pessoas estão exagerando."
Cassio Paoletti, outro dos advogados de Alex, disse ao G1 por telefone que a defesa entrou com o pedido de liberdade provisória na segunda-feira (11) e que aguarda uma resposta do juiz. Ele, porém, não acredita que seu cliente será solto nesta terça-feira (12). "Tem toda uma tramitação burocrática, temos que aguardar." Paoletti revelou que Alex está chocado, chateado, e sendo tratado "como um preso normal".

Exame clínico aponta que jovem que 






atropelou ciclista tinha bebido



Laudo do IML dirá se motorista estava embriagado.
Limpador de vidros perdeu o braço em colisão na Avenida Paulista.

Do G1 São Paulo
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Um exame clínico apontou que o motorista que atropelou um ciclista na Avenida Paulista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente que aconteceu na manhã de domingo (10). A polícia aguarda, no entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que apontará se ele estava ou não embriagado, segundo informou a edição desta terça-feira (12) do Bom Dia Brasil.

O braço de David Santos de Souza, de 21 anos, foi arrancado na colisão.  Ele ia para o trabalho quando foi atingido pelo carro conduzido pelo estudante de psicologia Alex Siwek, de 22 anos. Testemunhas disseram que o carro andava em zigue-zague e já tinha derrubado alguns cones colocados na Avenida Paulista para sinalizar a instalação da ciclofaixa. Após atingir o ciclista, o motorista deixou o local sem prestar socorro.

O estudante Thiago Chagas dos Santos, que já tinha feito curso de primeiros-socorros, foi a primeira pessoa a prestar atendimento ao ciclista.

Santos observou que o limpador de vidros perdeu os sentidos. “Vi que ele não estava respirando, não tinha pulso. Fiz respiração boca a boca e massagem cardíaca”, afirmou Santos ao Bom Dia São Paulo. Segundo ele, alguém que passava pelo local afirmou que a vítima estava sem o braço. “Ele ouviu e entrou em desespero. Eu falava que ele estava com o braço para ele não ficar mais desesperado ainda”, contou.
Nesta segunda-feira, David foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas para o quarto por volta das 16h desta segunda.
O motorista disse ter jogado o braço do ciclista em um córrego da Avenida Dr. Ricardo Jafet, na Zona Sul de São Paulo. Depois disso, ele se entregou, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.   
comanda de consumo de Alex Siwek,  paga na casa noturna de onde ele saiu antes de atropelar o ciclista, mostra que ele pagou por três doses de vodca e um energético. O horário que a comanda individual de consumo foi fechada, às 6h, porém, é posterior ao horário do acidente, ocorrido às 5h30.
Nesta terça, o resultado das perícias no local, no carro e do córrego devem ser entregues para a delegada Priscila de Oliveira Rodrigues, que investiga o caso. O motorista foi levado ao Centro de Detenção Provisória 2 do Belém, na Zona Leste. Segundo o advogado, ele está em estado de choque.
Acidente na Paulista V3 (Foto: Arte/G1)
Investigações
A Polícia Civil pediu à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a condomínios da região da Avenida Paulista as imagens gravadas por câmeras de segurança que podem ter registrado o atropelamento.
Segundo o delegado Carlos Eduardo Silveira Martins, titular do 5º Distrito Policial, na Aclimação, que assumiu o caso, os investigadores irão percorrer nesta segunda-feira  diversos prédios das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antônio em busca de imagens. A polícia investiga também se o motorista Alex Siwek, de 22 anos, que fugiu do local sem prestar socorro e se entregou à polícia horas depois, recebeu alguma multa por excesso de velocidade no dia do acidente.
Treze testemunhas já foram ouvidas, segundo a delegada. Na noite deste domingo, um corretor de imóveis que afirma ter sido a primeira pessoa a chegar ao local da colisão prestou depoimento. O corretor saiu do Metrô Brigadeiro e testemunhou o acidente. Ele contou à polícia ter visto Siwek em zigue-zague na Avenida Paulista até atropelar o ciclista. O corretor disse que ajudou a socorrer David e que um bombeiro que estava próximo prestou os primeiros socorros e estancou o sangue até a ambulância chegar. Este bombeiro ainda não foi localizado pela polícia, informou a delegada.
Mãe
A empregada doméstica Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, mãe do ciclista, disse que ouviu do filho a afirmação de que ele estava na ciclofaixa quando foi atingido pelo automóvel. No horário em que ocorreu o acidente, a ciclofaixa de lazer ainda estava desativada. A mãe contou que o rapaz, que trabalha como limpador de vidros, saiu de Diadema, na Grande São Paulo, e se dirigia ao trabalho, em um prédio próximo ao Hospital das Clínicas.
O acidente
Na descrição da polícia, o motorista Alex Siwek  estava dentro de um Honda Fit ao lado de um amigo quando o acidente ocorreu, por volta das 5h30. O ciclista foi atropelado por trás e lançado sobre a frente do veículo. O braço direito do ciclista foi amputado por estilhaços de vidro do pára-brisa e permaneceu preso ao veículo.
O motorista fugiu do local, deixou o amigo em casa e depois foi à Avenida Doutor Ricardo Jafet, de onde lançou o braço amputado da vítima em um córrego. Depois, voltou à própria casa, guardou o carro na garagem e dirigiu-se a pé à unidade policial para se entregar.
Segundo o delegado, testemunhas disseram que o motorista dirigia em velocidade incompatível com o local, em zigue-zague, entrando e saindo da faixa reservada ao tráfego de bicicletas.
Defesa
O advogado de Siwek, Cássio Paoletti, disse que seu cliente não prestou socorro à vítima porque temeu a reação de pessoas que estavam próximas ao local do acidente.
"Segundo ele, ele temia pela conduta dos que estavam ali presentes", disse o advogado, sobre o fato de o motorista não ter prestado socorro à vítima. Questionado sobre o motivo de o jovem ter se desfeito do braço da vítima, ele disse estar chocado e que não entende o motivo.


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